O pensamento está sempre um pouco (às vezes muito) à frente dessa mão que escreve. Escrever não é falar, também não é só pensar, mas tornar público um pensamento. Mesmo quando se escreve sem nenhuma intenção de publicar, mesmo quando se guarda a sete chaves o diário, o fato de colocar as palavras no papel configura uma passagem do íntimo para o público, do interior para o exterior ; há registro, e esse registro só pode ser fora de mim. Uma porta se oferece ao exterior."
Cheguei em Berlin sozinho, depois de um voo com um tempo muito bonito no qual pude ver balões e outros aviões pelo caminho.
De ônibus vou para o meu albergue mas por um descuido desco em uma parada errada em um subúurbio da cidade, mas como é a europa foi só o incômodo de esperar outro ônibus, claro que degustando uma Weiss Bier.
Sexta feira meio dia encontro o Paulo, ex colega de cursinho que está morando em Londres, fomos visitar o Portão de Brandeburgo, Bundestag (parlamento alemão), e já vimos um pedaco do famigerado muro. Aproveitamos e fomos paro o Checkpoint Charlie, ponto mais famoso de passagem do lado ocidental para o oriental, é um clima muito estranho estar em um lugar onde teve uma história tão marcante, alí sao preservados placas e a casa de controle. Relamente fechando os olhos dá pra sentir um pouco do clima da época da guerra fria.
Como não poderia faltar, depois de muitos fazerem a propaganda de Berlin ser a melhor noite da europa, fomos para balada, depois de alguma procura achamos um bar um pouco escondido com um clima meio antigo e tocando rock que não passava dos anos 70, uma festa realmente muito legal e diferente.
Sábado fomos a Torre de TV, catedral, onde fomos até a cupula, bem interessante, ficamos um tempo em um lugar alternativo com vista para o rio Spree de um lado e o muro do outro e nesse meio muitas pessoas de tudo que é tipo jogadas no chão curtindo sol.
Na noite ficamos sabendo de um lugar, Café Burguer, e fomos conferir, no que entramos começamos a testemunhar algo totalmente diferente do que conhecemos, um clima cult, com uma música meio estranha, descobrimos que o DJ é um escritor russo famoso e que também coloca som em algumas festas. Realmente não tinha como não dancar as músicas russas que ele colocava e quando se via ninguém estava parado na festa. Realmente Berlin nos mostrou uma noite muito diferente, confirmando a fama de ser uma das melhores da Europa.
Domingão fomos ao Zoológico, eu estava muito curioso pra ver os tais ursos, e realmente é muito legal, o urso panda que parece de pelúcia gigante, os ursos polares que de longe já mostram a sua imponência, lobos, gorilas, elefantes, girafas, tigres, panteras e muitos outros animais muito interessantes. Passeio muito legal de se fazer.
Saindo do zoo passamos por um parque e sempre escutei que na Alemanha as pessoas ficam peladas nos parques, pensei que fosse uma ou duas, mas quando vejo quase uma centena de peladoes deitados, sentados, conversando no parque, e as pessoas vestidas passando do lado na maior naturalidade, digamos que isso no mínimo é estranho.
No fim da tarde fomos ao Mauer parque, ou parque do muro, lugar no qual reflete muito o clima de Berlin, alternativo e sem muita preocupação do que as outras pessoas pensam, lá tinham malabaristas, um karaoke onde apenas cantava gente muito boa e ainda na noite deu tempo de irmos a um bar com uma amiga brasileira que conhecemos, onde do nada comeca a tocar MPB, descobrimos que o DJ é um alemão apaixonado pelo Brasil e suas músicas.
E assim acaba mais uma viagem, enchendo de cultura, sentimentos, e lições que levaremos para o resto da vida.

falei que o panda tinha olho preto ;) hehehe bjusss
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