quinta-feira, 13 de maio de 2010

Berlin

"Vou começar com uma frase, a primeira que me vem à cabeça. Mas e se não vem nenhuma? Não vem nenhuma. Se sou obrigado a me perguntar a propósito dessa possibilidade é porque ela já aconteceu : não veio nenhuma frase.

O pensamento está sempre um pouco (às vezes muito) à frente dessa mão que escreve. Escrever não é falar, também não é só pensar, mas tornar público um pensamento. Mesmo quando se escreve sem nenhuma intenção de publicar, mesmo quando se guarda a sete chaves o diário, o fato de colocar as palavras no papel configura uma passagem do íntimo para o público, do interior para o exterior ; há registro, e esse registro só pode ser fora de mim. Uma porta se oferece ao exterior."

Cheguei em Berlin sozinho, depois de um voo com um tempo muito bonito no qual pude ver balões e outros aviões pelo caminho.
De ônibus vou para o meu albergue mas por um descuido desco em uma parada errada em um subúurbio da cidade, mas como é a europa foi só o incômodo de esperar outro ônibus, claro que degustando uma Weiss Bier.

Sexta feira meio dia encontro o Paulo, ex colega de cursinho que está morando em Londres, fomos visitar o Portão de Brandeburgo, Bundestag (parlamento alemão), e já vimos um pedaco do famigerado muro. Aproveitamos e fomos paro o Checkpoint Charlie, ponto mais famoso de passagem do lado ocidental para o oriental, é um clima muito estranho estar em um lugar onde teve uma história tão marcante, alí sao preservados placas e a casa de controle. Relamente fechando os olhos dá pra sentir um pouco do clima da época da guerra fria.


Como não poderia faltar, depois de muitos fazerem a propaganda de Berlin ser a melhor noite da europa, fomos para balada, depois de alguma procura achamos um bar um pouco escondido com um clima meio antigo e tocando rock que não passava dos anos 70, uma festa realmente muito legal e diferente.

Sábado fomos a Torre de TV, catedral, onde fomos até a cupula, bem interessante, ficamos um tempo em um lugar alternativo com vista para o rio Spree de um lado e o muro do outro e nesse meio muitas pessoas de tudo que é tipo jogadas no chão curtindo sol.
Na noite ficamos sabendo de um lugar, Café Burguer, e fomos conferir, no que entramos começamos a testemunhar algo totalmente diferente do que conhecemos, um clima cult, com uma música meio estranha, descobrimos que o DJ é um escritor russo famoso e que também coloca som em algumas festas. Realmente não tinha como não dancar as músicas russas que ele colocava e quando se via ninguém estava parado na festa. Realmente Berlin nos mostrou uma noite muito diferente, confirmando a fama de ser uma das melhores da Europa.

Domingão fomos ao Zoológico, eu estava muito curioso pra ver os tais ursos, e realmente é muito legal, o urso panda que parece de pelúcia gigante, os ursos polares que de longe já mostram a sua imponência, lobos, gorilas, elefantes, girafas, tigres, panteras e muitos outros animais muito interessantes. Passeio muito legal de se fazer.
Saindo do zoo passamos por um parque e sempre escutei que na Alemanha as pessoas ficam peladas nos parques, pensei que fosse uma ou duas, mas quando vejo quase uma centena de peladoes deitados, sentados, conversando no parque, e as pessoas vestidas passando do lado na maior naturalidade, digamos que isso no mínimo é estranho.

No fim da tarde fomos ao Mauer parque, ou parque do muro, lugar no qual reflete muito o clima de Berlin, alternativo e sem muita preocupação do que as outras pessoas pensam, lá tinham malabaristas, um karaoke onde apenas cantava gente muito boa e ainda na noite deu tempo de irmos a um bar com uma amiga brasileira que conhecemos, onde do nada comeca a tocar MPB, descobrimos que o DJ é um alemão apaixonado pelo Brasil e suas músicas.
E assim acaba mais uma viagem, enchendo de cultura, sentimentos, e lições que levaremos para o resto da vida. 

Um muro pode destruir vidas, seja esse muro exterior ou interior... Pense nisso!!!!!




terça-feira, 11 de maio de 2010

Aachen

As últimas semanas passei em Aachen, fiz algumas festas bem interessantes…


Primeiramente decidi ir mesmo que sozinho em um forró que teria aqui, depois de umas cervejas em casa me encaminhei, chegando lá conheci uma brasileirada, quase não tinha alemães, foi ai que Aachen comecou a ficar diferente para mim… Depois do forró que acabou cedo, fui com outro gaúcho, dois cearences e mais uns espanhois para uma festa completamente louca em um Bunker da Guerra. Agora imaginem, totalmente underground, em todos sentidos da palavra.




Outro dia, os brasileiros já me convidaram para um churrasco, tá certo que com linguiça e frango, mas o clima estava ótimo e além do mais tudo era regado pelos mais diversos tipos de cerveja européias, delícia.
Em uma quarta feira teve a festa de início de semestre letivo, com 15 bares participando e ônibus levando de um para outro, antes de ir para esses pub porém fui em um aniversério de um amigo alemão que fala português, e tive contato com o pessoal da alemanha mesmo, rolava uma total mistura de línguas, inglês, espanhol, português, alemão, mas todo mundo conseguia se comunicar. Depois toda essa turma foi e agitou em alguns bares.

Fiz aniversário aqui, primeiramente fiquei apreensivo pelo fato de estar longe da família e dos amigos mas recebi o carinho de muita gente pelo orkut, msn e até me ligarem. Além do mais meus amigos Mauricio e Daniela aqui de Aachen comemoraram comigo em uma festa com pizzas e cerveja. Sendo assim fiquei super bem e aqui estou eu com 23.

Próxima postagem falarei das histórias de Berlin.



sábado, 17 de abril de 2010

Paris

Depois de algum tempo sem postar crie um animo para escrever.


Talvez esse ânimo estivesse faltando porque é muito difícil falar sobre um singela cidade, pequena e sem graça, sem praticamente nada para se conhecer e se fazer chamada Paris.

Bom, todos devem estar me achando um louco, e com certeza isso é uma loucura.



É sim difícil escrever sobre Paris, porque é difícil colocar no papel emoções… e Paris é a cidade das emoções. É encantadora, é amável, é linda, é simplesmente de tirar o fôlego.

Histórias, acontecimentos Mauricio?? Ahh, sim. Tinha esquecido essa parte.

Chegando no Charles de Gaulle em Paris pegamos o trem para a cidade, primeira coisa imponente que vemos não trás nenhuma boa lembrança, o Stadium de France… Onde o Brasil tomou os 3 em 98.

Mas segue o baile, chegando à cidade vemos uma pontinha em cima dos prédios e sim, era ela, Torre Eiffel!

Depois de Tomaz e eu largamos as mochilas no albergue e encontrarmos o Joaquim (novo companheiro de viagem que mora em Turim) tivemos que ir ver de perto a Torre, e quando se vê ela inteira, imponente logo se pensa… Meu Deus, nunca imaginei que um dia viria aqui, seria isso um sonho? Talvez sim, um sonho que estava vivendo acordado.

Voltamos para o albergue para a primeira noite de queijos e vinhos nacionais… Ainda nessa noite conhecemos dois catarinas e saímos para vermos a Torre iluminada de noite, com muito vinho na cabeça a noite foi bastante agitada. Coisas que acontecem à noite ficam na noite!!!


Segundo dia, fomos de bicicleta, que tem nas ruas de Paris e por meia hora é gratuita, para o Arco do Triunfo, passando pela torre Eiffel e a chique Champs-Élysées, subimos no arco que tem uma vista deslumbrante da cidade, almoçamos e na tarde encontramos o Tiago, fomos à catedral de Notre Dame depois a Quartier Latin, lugar cult de Paris. Na noite acompanhados de mais dois amigos, Juliana e Both, pra variar queijo e vinho e com um carreteiro gaudério que me meti a fazer pra galera. Ainda deu tempo para bêbados darmos uma volta pela Montparnasse, um dos bairros Boêmios de Paris.

Falamos com as pessoas de Paris e não tivemos nenhum problema com o tal xenofobismo e essas coisas, nos viam falando em português entre nós e quando falávamos inglês com eles sempre foram super educados e prestativos. O problema deles é mesmo com ingleses e americanos!

Sábado em Paris, fizemos o caminho pra quem tem tempo, pelas coisas nem tão famosas, primeiro La Defense, coração financeiro da cidade, com prédios moderníssimos muito interessantes, depois seguimos até Le Petit Palace e o Hospital Les Invalides, onde está a tumba de Napoleão Bonaparte, e o museu das guerras...
Dalí fomos até a Praça da Bastilha e a Praça da República, onde encontramos um bar brasileiro com música ao vivo, inacreditavelmente tomamos Skol por preço de ouro, mas valeu pelo sonzinho.

Domingão começou com uma ida ao Louvre, para ver a Monalisa, Vênus de Milo, Código de Hamurabi e tirar foto com as obras das 4 tartarugas ninjas. Interessantíssimo o museu, mas o auge de Paris estava guardado para tarde. Subir na Torre Eiffel!!!

Após algum tempo para subir os 330 metros se tem a recompensa, uma vista linda, uma sensação maravilhosa. Como eu já disse, Paris é feita de emoções, e emoções não se explica, se vive.

Depois disso, tudo é satisfação, a dor nas pernas de tanto caminhar desapareceram e nos deu um animo para ir até o Sacre Coeur, Moulin Rouge e ainda conhecer uns italianos muito parcerias com quem agitamos na ultima noite, regados a que? Muito vinho!!!

Bom, acabou e todos voltamos com a alma lavada, com a felicidade no rosto…

  

segunda-feira, 22 de março de 2010

Londres

Londres, ahh Londres. Nunca imaginava que Londres seria como foi, na verdade nunca gostei muito de Londres, quando pensei em intercambio para aprender inglês me falavam as cidades e a primeira cidade a ser descartada era ela. Londres foi um verdadeiro caso de preconceito de minha parte.
Depois dessa divagação barata de minha parte vamos ao que interessa, fatos.
Comecei a trip sozinho com uma viagem de trem de 3 horas até o aeroporto de Weeze onde encontrei os outros 2 mosqueteiros, Tiago e Tomaz.
Chegando a Londres fomos parados na imigração, Tomaz e eu (Tiago é um semi-europeu), muitas perguntas foram feitas e sempre respondidas conjuntamente por nós com uma desconfiança do policial, mas no fim das contas fomos liberados, convencemos ele que não queríamos morar em Londres e sim visitar Londres.
Chegando à cidade descemos do ônibus exatamente na Baker Street, é gente, bem na rua do Sherlock Homes, fotos, emoção com cabines telefônicas e ônibus de dois andares e depois de uma hora de caminhada chegamos ao hostel na madrugada, depois de algumas reclamações conseguimos dormir.
Sexta caminhamos pelo Hyde park, laguinho, monumento a princesa Diana e chegamos ao palácio de Buckingham, fotos e caminhada até o Big Ben e Tâmisa. Uma voltinha na London eye, essa roda era mesmo gigante, vista de toda Londres e nós cada vez mais encantados.
Mais uma caminhada, gente caminhando o turismo ganha um tom ainda mais colorido, para almoçar em chinatown, onde aparece uma pessoa falando que nós éramos gaúchos, conversamos e conhecemos o paulista motoboy Roberto, nos levou para visitar a Picadilly Circus, onde nos mostrou lojas com promoções espetaculares e começamos a ter certeza que Londres ser cara é só fama.
Fomos ao museu de cera Madame Toussaud, muitas fotos, piadas e conhecemos a Luiza, uma carioquinha muito simpática.
Saindo do musem happy hour em um pub tipicamente inglês, agora em 4...
De noite saímos para dar uma volta e vimos como é a noite de Londres, gente de tudo que é tipo e lugar do mundo. Incrível.
Sábado, nós 4 fomos as British museum, ficamos algum tempo, mas nenhum tem muita paciência de ficar olhando coisinhas em museu, fomos conhecer o Tower Bridge, St Paul Cathedral e uma linda caminhada pelo Tâmisa até o teatro de Shakespeare.
Risada, diversão, como é ótimo ter bons amigos, como é bom ter uma garota linda e querida do lado...
Voltinha pelo Hard Rock London, e começar a se preparar pra volta, mais uma volta pela noite Londrina, mais algumas Guiness e fomos para o aeroporto ficar deitados esperando as quarto horas pro vôo de volta.
Por fim quero agradecer a Luiza por ter feito minha viagem muito melhor.
Quero pedir primeiramente desculpa para Londres pelo preconceito.

E só me resta agradecer: OBRIGADO LONDRES, espero voltar!!!!

 

terça-feira, 16 de março de 2010

Sem muitas novidades.

>Essas últimas semanas não postei nada por preguiça e por não haver fatos muito relevantes, porém vamos aos acontecimentos.
Há duas semanas comprei uma bike espetacular, agora ela é minha companheira na Alemanha, com ela subi em uma torre no alto de um morro e tirei algumas fotos de Aachen vista por cima.
Comecei a academia, levei xingão por ir de regata e também por ir com o mesmo tênis que estava na rua, é são cheios de coisa, mas já faz alguns dias que ninguém me incomoda.
Semana passada teve congresso em Aachen, estavam os grandões de várias empresas multinacionais como BMW, Airbus, Siemens entre outras e eu lá no meio perdido, mas estava super legal. As comidas dos almoços e principalmente da janta principal estavam maravilhosas e os vinhos não da nem pra comentar. Uma das coisas boas da Alemanha é poder comer camembert e gorgonzola franceses, tomar vinhos italianos, comer chocolates suíços tudo por um preço muito acessível.
Quinta feira estarei indo pra Londres, então certamente terei novas historias.
As passagens para Paris e Berlin já estão compradas. É, to visitando tudo aquilo que os professores de história me falavam; Quem imaginava…


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Primeira festa na Alemanha!

Fim de semana fui a minha primeira festa na Alemanha, e depois de tanto elogiar os alemães sofremos com a xenofobia de alguns, não nos deixaram entrar em duas festas apenas pelo fato de sermos estrangeiros, e o pior que ainda nos ameaçaram. Quando verdadeiramente se sofre o preconceito é que se pode ver como é difícil, quem nunca sentiu e diz que não existe precisa ter uma lição dessas. Porém existem outras festas em Düsseldorf e não nos deixamos abalar por xenofobismo, acabamos fazendo nossa festa mesmo que um pouco chateados e com uma certa raiva.A Alemanha está esquentando, a neve desaparecendo e o verde dando seus ares, fazendo tudo um pouco mais animado, é gente, a Europa é ótima mas como qualquer lugar tem problemas e coisas boas, temos que aproveitar o máximo o que vale a pena e deixar pra trás tudo que não leva ao bem estar.
Uma das coisas boas da Europa são os voos da Ryanair, e lá vai nós fazermos planos de onde serão os próximos destinos…
Não poderia esquecer de citar que conhecemos um bar brasileiro, na qual uma Skol é € 8,90 e uma nova Skin long neck € 4,30. Bom continuo nas minhas boas cervejas alemãs ou belgas e deixo a Skol pra volta…

 
  
 
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Roma

Como havia falado, fui para Roma no Carnaval, uma cidade com muita história e em muitos pontos igual as cidades brasileiras, com favelas, muros pixados, desorganização no trânsito, gente pedindo e em outros sentidos muito pior que cidade brasileiras como o desrespeito, a hiperestima e a falta de boa vontade dos romanos.
Mas falando de coisas boas, o Vaticano é impressionante, a basílica da São Pedro é imponente, a Capela Sistina quando se olha os detalhes é de uma perfeição inimaginável. Indo para o lado da Roma histórica temos o Coliseu, onde com boa vontade e com um pouco de cerveja tu consegue se sentir um torcedor da época, o Palatino, Fórum Romano, Fontana di Trevi, além de muitos outros lugares que não vou citar são de uma beleza histórica de deixar sem fôlego.
Porém, o que torna uma viagem ainda melhor são as companhias e disso eu não posso me queixar nem um pouquinho, Tomaz, meu novo amigo para boas e paras mas, Kelly, brasileirinha querida que animou nosso sábado que estava pra baixo depois de problemas com a máquina de fotografia e xingadas do italianos e Colby, o americano parceraço pra tomar vinho e pular os portões de lugares históricos.
Agora já estou de volta a Alemanha, onde as coisas são organizadas, as pessoas prestativas mas com muita neve, mas isso é só um período!